As pequenas grandes estrelas

As pequenas grandes estrelas As 1.500 Maiores PME chegaram ao hall of fame da Star Company. O seu desempenho ultrapassou o da globalidade das empresas nacionais. Mais crescimento, mais exportações, mais emprego e mais rendibilidade. Tudo isto com menos risco financeiro.

O objetivo da Star Company é distinguir as empresas que movem a nossa economia, as empresas que crescem, investem, exportam, inovam, criam emprego e dão sustentabilidade ao país. A Iberinform associou-se a esta iniciativa do Dinheiro Vivo desde a primeira hora – desde logo, pela realização de um estudo das 1.000 Maiores Empresas nacionais, segundo diferentes dimensões de análise, assim como do universo de Banca e Seguros desde a edição de 2016.

Este ano, pela primeira vez, estudámos também as 1.500 Maiores PME nacionais. De facto, quando pretendemos distinguir os desempenhos mais brilhantes, não podemos limitar-nos a identificar as entidades com maior volume de negócios, número de empregados ou valor de ativos. E, nos últimos anos, as PME portuguesas deram grandes provas de resiliência, inovação e crescimento. Muitos são os casos de sucesso e os bons exemplos que devem ser distinguidos, celebrados e, de preferência, replicados. Em prol do crescimento sustentável de toda a Economia Portuguesa.

As 1.500 PME portuguesas entram assim na esfera Star Company, onde premiamos o crescimento com rendibilidade e produtividade, sem nunca perder de vista os princípios básicos de equilíbrio financeiro e gestão do risco.

De facto, em 2016 a performance das 1.500 Maiores PME não financeiras ultrapassou o desempenho do agregado de todas as empresas nacionais em várias variáveis. O volume de negócios destas 1.500 empresas cresceu 5.5% face a 2015, contra 2.1% no universo nacional; a sua taxa de exportação foi de 24.7% versus 21.4%; o Emprego aumentou 4.6% nas 1.500 PME e apenas 2.5% se considerarmos todas as empresas portuguesas.

Em síntese, as 1.500 maiores PME cresceram mais do que o agregado nacional, com idêntica produtividade, idêntica rendibilidade económica, maior rendibilidade financeira e menor risco financeiro.

No caso das 1.000 Maiores Empresas não financeiras, o cenário não é exatamente o mesmo. Por um lado, as maiores empresas nacionais cresceram menos do que o agregado de Portugal – 1.2% versus 2.1%. Por outro lado, a sua taxa de exportação também foi mais baixa (20,7% versus 21,4%). Em 2016, as 1.000 Maiores evidenciaram idêntica rendibilidade económica e financeira face ao universo nacional. No entanto, essa rendibilidade está associada a um maior risco financeiro, com um peso superior do endividamento remunerado, com um maior grau de absorção do EBITDA recorrente pelos custos desse financiamento e uma autonomia financeira mais baixa. Em síntese, as 1000 Maiores cresceram menos, com maior produtividade, idêntica rendibilidade e maior risco.

Constatamos, sem grande surpresa, uma aparente correlação entre crescimento e taxa de exportação, que aliás tem sido evidenciada em estudos recentes da Iberinform. De facto, nos últimos anos, a variação positiva do PIB tem sido fundamentalmente justificada pela Procura Externa. E a grande maioria das empresas exportadoras nacionais são, de facto, PMEs – ou mesmo microempresas. Operar neste contexto de crescente internacionalização da economia exige, sem dúvida, ter um desempenho brilhante. Esse tem sido o caminho das nossas PME.