Constituições de empresas sobem 13% no distrito de Leiria em 2025

30 JANEIRO 2026
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O número de novas empresas subiu no distrito em 2025 face a 2024, ainda assim, as insolvências demonstram também uma subida de 18% no mesmo período. 

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O número de novas empresas subiu no distrito em 2025 face a 2024, ainda assim, as insolvências demonstram também uma subida de 18% no mesmo período. Em termos económicos, o distrito registou um valor agregado de 18 911 milhões de euros, mais 362 milhões de euros face ao ano anterior. 

 



A distribuição empresarial é significativamente dispersa entre os concelhos, com Leiria a liderar com 32% das empresas do distrito, seguida de Alcobaça com 22%, Pombal e Caldas da Rainha com 11% cada. Marinha Grande representa 7% e Porto de Mós 5%. Os restantes concelhos contabilizam 22% das empresas. Relativamente à distribuição por dimensão empresarial, a maior fatia das empresas, com uma grande distância das demais, pertence ao segmento de microempresas (85%). Ainda assim, estas empresas apenas representam uma parcela muito reduzida do volume de negócios total. As pequenas empresas representam 14% do total de empresas do distrito, mas são as que mais contribuem para a atividade económica global, um peso semelhante ao das médias empresas, apesar de estas constituírem apenas cerca de 1% do universo empresarial leiriense. As empresas de grande dimensão são escassas e têm vindo a diminuir em número nos últimos anos, correspondendo a apenas 0,2% do universo total, mas ainda assim mantêm um contributo muito relevante para o volume de negócios.

No distrito, realce ainda para um aumento no número de insolvências, com uma percentagem 18% superior face ao período homólogo, e, simultaneamente, um aumento de 13% em constituições de novas empresas, fatores que contribuem para o fortalecimento do tecido empresarial da região. Existe também uma dispersão refletida nos setores de atividades em Leiria, com 40% das empresas concentradas no setor de serviços. Os outros setores que se destacam incluem a construção (13%), a indústria (11%) e a agricultura e os transportes, ambos com 4%. No que toca à contribuição para o volume de negócios do distrito, torna-se evidente que, embora em maior número, o setor dos serviços apenas representa uma fatia reduzida, semelhante à da construção, enquanto a indústria assume claramente a maior parcela da faturação. Os setores da agricultura e dos transportes mantêm contributos mais modestos.

No que diz respeito ao risco de incumprimento, aproximadamente uma em cada cinco empresas (22%) de Leiria apresenta um nível máximo ou elevado de risco. Em geral, as empresas apresentam um nível médio (42%) ou baixo (36%) de incumprimento. É, ainda, notório que à medida que aumenta a dimensão da empresa, menor é o risco associado às mesmas. Entre setores, o risco é semelhante, mas, ainda assim, o setor da agricultura possui um índice de risco mais baixo.

Quando observamos a antiguidade das empresas de Leiria, percebemos que quanto mais antigas são, maior é o seu volume de negócios e menor é o risco associado. As empresas constituídas nos últimos 5 anos representam 30% do total, contribuindo apenas com uma pequena parte da faturação do distrito. Aquelas que foram constituídas entre seis e dez anos atrás representam 19% do total das empresas de Leiria, com uma expressão económica um pouco superior. Já as empresas constituídas entre 11 e 15 anos atrás constituem 12% do total, apresentando uma relevância crescente no volume de negócios. Empresas com uma idade compreendida entre 16 e 25 anos totalizam 20% das empresas e têm um peso mais significativo na faturação. Por último, as empresas com mais de 25 anos representam 19% das empresas de Leiria e concentram uma parte muito relevante do volume de negócios total, destacando-se claramente das restantes em solidez e maturidade económica.

 

 

O aumento do prazo médio de pagamento, que passou de 67 para 71 dias, mostra uma deterioração clara no comportamento de pagamentos das empresas de Leiria. Já o prazo médio de recebimento manteve-se completamente estável nos 65 dias, o que indica que, do lado dos clientes, não houve qualquer pressão adicional. No conjunto, os dados sugerem que as empresas da região precisam de melhorar a gestão dos seus compromissos financeiros, sobretudo no cumprimento atempado das suas próprias dívidas.

O volume de negócios registou uma subida moderada, de 18 549 para 18 911 milhões de euros, revelando um crescimento positivo, mas sem grande expressão. A taxa de exportação aumentou ligeiramente de 33,7% para 33,9%, revelando alguma estabilidade neste parâmetro.

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