33% das empresas de Viana do Castelo possuem baixo risco de incumprimento

27 FEVEREIRO 2026
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Num distrito onde a cidade capital do mesmo concentra mais de um terço de todo o universo empresarial, verificamos que 24% das empresas possuem um nível de risco de incumprimento elevado.

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Em 2025, o distrito de Viana do Castelo registou um aumento de 11% nos processos de insolvência face ao ano anterior. No mesmo período, o número de novas empresas recuou 2%. Esta combinação revela um ambiente económico mais exigente para o tecido empresarial local, marcado por maior pressão sobre a sobrevivência e menor dinamismo na criação de novos negócios.

 

 

A distribuição empresarial no distrito revela um tecido económico bastante disperso pelos 11 concelhos, embora com um claro polo dominante. Viana do Castelo concentra 34% das empresas do distrito, seguido por Ponte de Lima com 17%, e por Valença e Monção, ambos com 10%. Arcos de Valdevez representa 8% e Caminha 7%. Os restantes concelhos acolhem, no total, os últimos 14%. O mapa empresarial mostra assim um território descentralizado, mas com alguns concelhos a afirmarem-se como motores estruturais da atividade económica local.
 
No que respeita ao tamanho das empresas, o distrito é dominado por microempresas, que representam a larga maioria, embora tenham um peso reduzido no volume total de negócios. As pequenas empresas, apesar de menos numerosas, geram uma fatia de faturação claramente superior à das microempresas. Já as médias empresas, que são residuais em número, têm um contributo para a faturação bastante expressivo, situando‑se acima do que seria expectável pela sua presença no tecido empresarial. No topo da estrutura surgem as grandes empresas, poucas, mas altamente relevantes, responsáveis pela maior parcela do volume de negócios do distrito.
 
A distribuição por setor de atividade revela igualmente um distrito diversificado. Os serviços concentram 41% das empresas, seguidos pela construção, que representa 13% do tecido empresarial, e pela indústria, com 8% do total. Apesar de ter menos empresas, é a indústria que lidera em volume de negócios, refletindo a sua maior intensidade económica. Já no que toca às exportações, é o setor da construção que surpreende ao assumir a dianteira, destacando-se como o principal motor da atividade orientada para os mercados externos.
  
A estrutura etária do tecido empresarial de Viana do Castelo revela uma presença significativa de empresas jovens, com 35% constituídas nos últimos cinco anos. Seguem-se as empresas criadas entre seis e dez anos, que representam 19%, e as que têm entre 11 e 15 anos de atividade, correspondendo a 14% do total. As empresas com 16 a 25 anos representam 18%, enquanto as mais antigas, com mais de 25 anos, somam 14%. A análise mostra que as empresas com mais anos de atividade tendem a apresentar um risco de crédito mais reduzido, reflexo da estabilidade e da experiência acumulada ao longo do tempo.

 

Volume de negócios e exportações com subidas ligeiras

 

 

No que toca à gestão do fluxo de caixa, observa‑se uma melhoria na eficiência das empresas do distrito, já que tanto o prazo médio de recebimentos como o prazo médio de pagamentos diminuíram. Os recebimentos passaram de 63 para 60 dias e os pagamentos de 73 para 71 dias, prolongando a tendência de redução já verificada no período anterior e refletindo uma maior disciplina financeira.

O volume de negócios mantém uma trajetória de crescimento, ainda que moderado, com um aumento de cerca de 240 milhões de euros. Esta evolução poderá estar associada ao ligeiro reforço das exportações, que registaram uma subida de 0,8 pontos percentuais, sinal de que a atividade virada para os mercados externos continua a ganhar expressão no distrito.

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