O número de empresas insolventes em Portugal continua a aumentar em 2026. Até ao final de setembro deste ano, registou-se um crescimento de 4,2% face ao período homólogo, passando de 1.248 empresas, em 2025, para 1.301, em 2026, o que corresponde a mais 53 empresas em processo de insolvência.
As insolvências apresentadas pelas próprias empresas registaram também um aumento de 1,4%, com mais 10 processos face ao ano anterior, num total de 706. Por sua vez, as insolvências requeridas por entidades credoras aumentaram de 552 para 595 processos, o que representa um crescimento de 7,2%.

Vila Real regista o maior crescimento de insolvências face a 2025
Lisboa continua a registar o maior número de insolvências declaradas, ao longo de 2026, contabilizando 308 empresas insolventes até ao final de setembro. Seguem-se três distritos do Norte do país: Porto (292), Braga (174) e Aveiro (103). Setúbal surge em quinto lugar, com 84 empresas.
Apesar de Lisboa, Porto, Braga e Aveiro concentrarem o maior número de insolvências, os maiores crescimentos face ao período homólogo registaram-se nos distritos de Vila Real (+83%), Beja (+50%), Faro (+42%) e Setúbal (+40%), bem como na Ilha da Madeira (+82%).
Por sua vez, os maiores decréscimos ocorreram nos distritos de Castelo Branco (-30%), Santarém (-18%) e Coimbra (-15%), bem como na cidade da Horta (-50%), na Ilha do Faial, Açores.
Construção e Obras Públicas é o setor em destaque
No que diz respeito aos setores de atividade, a Construção e Obras Públicas continua a destacar-se, com um aumento de 18% em insolvências, seguindo-se o setor de Outros Serviços, com +8,4%. Por outro lado, o Comércio por Grosso e a Indústria Transformadora registaram reduções no número de empresas insolventes, de 4,8% e 4,9%, respetivamente.
No total, o setor de Outros Serviços conta com 311 empresas insolventes, seguido da Indústria Transformadora, com 291 e da Construção e Obras Públicas, com 164.
Criação de empresas continua a abrandar em 2026
Entre janeiro e setembro de 2026, foram constituídas 39.659 empresas, menos 1.419 do que no mesmo período de 2025, quando se registaram 41.078 constituições. Esta diminuição corresponde a uma variação de -3,5%.
Em setembro, foram constituídas 3.612 empresas, menos 784 do que no mesmo mês do ano anterior, em que se registaram 4.396, o que representa uma quebra de 18%.

Lisboa (12.289) e Porto (7.084) continuam a liderar o número de novas constituições. Apesar destas duas cidades concentrarem quase metade das novas constituições, os maiores crescimentos registaram-se em Angra do Heroísmo (+14%), Santarém (+5%) e Coimbra (+4,4%).
Por sua vez, os maiores decréscimos, ou seja, os locais onde nasceram menos empresas, foram: Madeira (-21%), Ponta Delgada (-17%), Évora (-16%) e Guarda (-13%).
No que diz respeito aos setores de atividade, Outros Serviços e Construção e Obras Públicas continuam em destaque, com 20.355 e 6.000 empresas constituídas, respetivamente. Face ao ano anterior, o setor que registou um crescimento foi a Construção e Obras Públicas (+12%). Por sua vez, o Comércio a Retalho (-13%) e o Comércio por Grosso (-6,3%) foram os setores que apresentaram as maiores quebras.
