Insolvências apresentadas e requeridas aumentam 58% em julho, enquanto constituição de empresas recua 21%

12 AGOSTO 2026
Iberinform
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Em julho, foram declaradas 163 insolvências, mais 60 do que no mesmo mês de 2025, enquanto a constituição de novas empresas recuou para 3.695, menos 999 do que há um ano.

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Em julho de 2026, foram declaradas insolventes 163 empresas em Portugal, o que representa um aumento homólogo de 58%, correspondente a mais 60 insolvências face ao mesmo mês de 2025. 

No acumulado dos primeiros sete meses do ano, o número de ações de insolvência declaradas cresceu 5,5% face ao período homólogo, impulsionado pelo aumento de 2,8% das declarações de insolvência apresentadas pelas próprias empresas e de 8,2% das insolvências requeridas por terceiros.

 

 

Os distritos de Lisboa (256), Porto (221) e Braga (138) concentram o maior número de insolvências declaradas. Em termos de evolução homóloga, Lisboa registou um crescimento de 14%, enquanto Porto (-14%) e Braga (-4,2%) apresentaram reduções.

Entre os distritos com maiores aumentos relativos de insolvências declaradas destacam-se Madeira (+117%), Beja (+100%), Vila Real (+100%), Viana do Castelo (+70%), Angra do Heroísmo (+50%), Portalegre (+50%) e Ponta Delgada (+33%).

Ao nível setorial, verificaram-se os maiores aumentos nas Telecomunicações (+50%), Hotelaria e Restauração (+29%) e Outros Serviços (+17%).


Processos encerrados continuam a aumentar


Também os processos de insolvência encerrados registaram uma evolução positiva, com um aumento homólogo de 2,4% em julho.

No acumulado do ano, o número de processos encerrados cresceu 18%, refletindo um aumento de 69% nos encerramentos com plano de insolvência e de 13% nas restantes ações encerradas.

Os distritos do Porto (352), Lisboa (349) e Braga (174) lideram igualmente o número de processos encerrados, registando crescimentos de 17%, 11% e 8,8%, respetivamente.

Os setores com maior aumento de processos encerrados foram os Transportes (+46%), Comércio por Grosso (+43%), Hotelaria e Restauração (+25%) e Agricultura, Caça e Pesca (+23%).


Criação de empresas perde dinamismo


Em julho de 2026 foram constituídas 3.695 novas empresas, menos 999 do que no mesmo mês do ano anterior, traduzindo uma redução homóloga de 21%.

 

 

No acumulado até julho, Lisboa continua a liderar a criação de empresas, com 10.112 novas constituições, seguida do Porto (5.757) e Setúbal (2.619), embora todos estes distritos apresentem decréscimos face ao período homólogo.

Angra do Heroísmo foi o único distrito a registar um crescimento na constituição de empresas (+19%), enquanto Madeira (-25%), Évora (-24%), Guarda (-19%), Viana do Castelo (-17%) e Bragança (-15%) registaram as maiores quebras.

Por setores de atividade, apenas a Construção e Obras Públicas apresentou crescimento nas constituições (+5,7%). Em sentido contrário, destacam-se as reduções verificadas nos setores da Eletricidade, Gás e Água (-37%), Agricultura, Caça e Pesca (-31%), Telecomunicações (-25%) e Comércio a Retalho (-17%).

Estes indicadores revelam um contexto de maior pressão sobre o tecido empresarial português, marcado por um aumento das situações de insolvência e por uma menor dinâmica na criação de novas empresas.

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