As empresas que sofrem incumprimentos significativos aumentam até aos 23%

12 MAIO 2026
Estudo de Gestão do Risco e Crédito
Iberinform
estudos

Juntamente com a evolução dos custos financeiros e a inflação, os custos energéticos e as tensões geopolíticas surgem como as principais causas da deterioração da solvência dos clientes.

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23% das empresas portuguesas confirmam que sofreram incumprimentos significativos nos últimos doze meses. Este é um dos dados mais relevantes extraídos da vaga de primavera do Estudo de Gestão de Risco de Crédito em Portugal, impulsionado pela Crédito y Caución e pela Iberinform, na qual participaram gestores de mais de 400 empresas de todas as dimensões e setores.

 

 

35% das empresas portuguesas percebem o impacto do ambiente económico no risco de crédito da sua carteira comercial.

O principal fator perturbador continua a ser os custos financeiros, com 44%, seis pontos acima dos valores de há um ano, seguido pela evolução da inflação (43%). Os efeitos das novas tensões geopolíticas e a subida dos preços do petróleo resultantes da guerra no Irão colocam a evolução dos custos energéticos na terceira posição, apontada como um elemento negativo na solvência do cliente por 40% das empresas, comparado com 23% na vaga da primavera de 2025. As tensões geopolíticas estão em quarta posição, com 38%, muito acima dos 20% do ano passado. Seguem-se os problemas na cadeia de abastecimento (24%), a evolução da procura (23%) e o impacto das novas tarifas (8%).

 

 

Neste complexo contexto de risco de crédito evidenciado pelo estudo, 21% do tecido produtivo registou uma diminuição das suas vendas. Contudo, 62% das empresas registaram algum tipo de crescimento. As empresas revelam a sua confiança em que poderão manter esta dinâmica em 2026. Destaca-se de modo muito positivo o facto que 66% das empresas esperam que os seus níveis de faturação continuem a aumentar, face a uns exíguos 10% que esperam que este exercício seja pior que o anterior em termos de receitas.

 

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