Constituição de empresas abranda e insolvências aumentam em março

10 ABRIL 2026
Iberinform
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Criação de novas empresas em março de 2026 regista quebra homóloga superior a 7%, totalizando 4.550 constituições, enquanto as ações de insolvência aumentam 54%, valores que refletem um contexto mais exigente para a atividade empresarial.

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As ações de insolvência registadas em março de 2026 aumentaram em termos homólogos 54% atingindo um total mensal de 435 empresas insolventes, mais 152 que em março de 2025.  Em termos acumulados, o aumento é ligeiramente superior a 39%, com um total de 1.207 insolvências contra 868 no ano transato. 

A análise por tipologia de ações evidencia um aumento superior a 25% nas declarações de insolvência apresentadas pelas próprias empresas face aos valores de 2025 (mais 72 apresentações), enquanto as declarações de insolvência requeridas por terceiros apresentam incremento de 45% no comparativo anual (mais 105 ações). O global dos pedidos de insolvência requeridos e apresentados no primeiro trimestre de 2026 traduz-se num diferencial de mais 177 ações (incremento superior a 51%).

 

 

Os encerramentos com plano de insolvência no primeiro trimestre deste ano evidenciam igualmente um aumento substancial superior a 74% face a 2025 - mais 23 planos aprovados.

No primeiro trimestre deste ano foram declaradas insolventes 654 empresas - encerramento de processos -, mais 139 do que em 2025, traduzindo-se num incremento de 27%.

Porto e Lisboa são os distritos com os totais de insolvência mais elevados: 289 e 272, respetivamente. Face a 2025, os valores traduzem acréscimos de 39% no Porto e de 33% em Lisboa.

Os distritos com maiores aumentos percentuais no comparativo até final de março são: Madeira (+389%); Santarém (+96%); Viana do Castelo (+88%); Évora e Bragança (ambos com incrementos na ordem dos 71%) e Viseu (+69%).

Neste cenário de subidas generalizadas há, contudo, distritos com variações negativas: Castelo Branco (-43%); Vila Real (-40%); Angra do Heroísmo (-25%) e Coimbra (-4,5%).

Por setores de atividade, aqueles que registam os incrementos mais significativos no primeiro trimestre deste ano são: Telecomunicações (+200%); Hotelaria e Restauração (+102%); Comércio por Grosso (+67%); Construção e Obras Públicas (+67%) e Transportes (+53%).

Apenas a Indústria Extrativa apresenta decréscimo de 67% face aos valores apurados em 2025. 


Constituições revelam quebra na dinâmica empresarial


No que respeita à criação de novas empresas, março de 2026 encerra com uma diminuição de 359 constituições face ao ano transato, decrescendo de 4.909 para 4.550 novas empresas constituídas (-7%). O acumulado ascende a 14.688 novas empresas criadas em 2026, menos 906 do que em 2025 - decréscimo de 6%.

 

 

No distrito de Lisboa foram constituídas 4.515 novas empresas (-2% face a 2025), seguido pelo distrito do Porto com 2.618 constituições (-1%).

Os distritos que apresentam maiores variações percentuais negativas são: Horta (-32%); Madeira (-27%); Évora (-19%); Portalegre e Viseu (ambos com valores na ordem de -16%).

Os distritos com crescimento nas constituições no primeiro trimestre de 2026 face ao período homólogo de 2025 são Angra do Heroísmo (+8%) e Vila Real (+5%).

Por setores de atividade, os primeiros três meses do ano encerram com diminuições significativas nas áreas da Eletricidade, Gás, Água (-40%), da Agricultura, Caça e Pesca (-39%), das Telecomunicações (-29%) e do Comércio a Retalho (-20%).

Os setores da Construção e Obras Pública e Outros Serviços são os únicos que registam incrementos na criação de novas empresas com aumentos de 3% e 1%, respetivamente. 

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