Grossistas de combustíveis reduzem desequilíbrio de tesouraria num setor dominado por microempresas

22 OUTUBRO 2026
Insight View
Iberinform
analise-setorial

A diferença entre os prazos médios de recebimento e pagamento diminuiu 60% entre 2024 e 2025, refletindo uma maior aproximação dos ciclos de tesouraria.

Subscreva a nossa newsletter

Pode obter informação detalhada sobre o tratamento de dados pessoais na nossa Declaração de Privacidade.

Os grossistas de combustíveis em Portugal apresentaram, em 2025, sinais de maior equilíbrio na gestão da tesouraria, num contexto marcado pela evolução dos mercados energéticos, pela adaptação às exigências regulatórias e pela necessidade de assegurar capacidade de resposta nas cadeias de abastecimento.

 

 

A análise da Iberinform incide exclusivamente sobre as empresas enquadradas na CAE 46811, Comércio por grosso de produtos petrolíferos, e na CAE 46812, Comércio por grosso de combustíveis gasosos. Os indicadores apresentados têm por base as contas anuais publicadas pelas empresas do setor relativas a 2025.

Entre as principais características do setor destacam-se:

  • O prazo médio de recebimento diminuiu de 30 para 29 dias entre 2024 e 2025.
  • O prazo médio de pagamento aumentou de 25 para 27 dias no mesmo período.
  • 65% das empresas são microempresas e 24% são pequenas empresas.
  • 42% das empresas possuem mais de 15 anos de atividade.
  • 89% apresentam níveis de risco médio ou baixo.
  • Lisboa concentra 27% das empresas analisadas, seguida do Porto, com 16%.

 

Maior equilíbrio na gestão de tesouraria

 

 

Os indicadores de gestão corrente revelam uma aproximação entre os ciclos de pagamento e recebimento das empresas do setor. O prazo médio de recebimento diminuiu de 30 para 29 dias entre 2024 e 2025, enquanto o prazo médio de pagamento passou de 25 para 27 dias.

A diferença entre os prazos médios de recebimento e pagamento reduziu-se em 60%, passando de cinco para dois dias.

Esta aproximação traduz um maior equilíbrio entre as entradas e saídas de tesouraria, aspeto particularmente relevante numa atividade caracterizada pelo valor das transações, pela oscilação dos preços e pela necessidade de assegurar capital circulante para financiar as operações.

Os resultados económicos reforçam a expressão do setor. Em 2025, o setor manteve igualmente uma forte capacidade de geração de resultados, tendo registado um resultado líquido agregado superior a 580 milhões de euros em 2025, no universo das 395 empresas que já prestaram as suas contas publicamente.

Entre as cinco empresas com maior volume de negócios do setor, a faturação agregada registou um ligeiro crescimento de 0,33% em 2025 face a 2024.


Predomínio de microempresas com risco controlado


A estrutura empresarial é maioritariamente constituída por operadores de menor dimensão. As microempresas representam 65% do universo analisado e as pequenas empresas concentram 24%. As médias e grandes empresas correspondem, respetivamente, a 7% e 4% do total.

O setor apresenta também uma presença significativa de empresas consolidadas. Cerca de 42% das empresas possuem mais de 15 anos de atividade, incluindo 24% que ultrapassam os 25 anos. Em contraste, apenas 7% apresentam uma antiguidade inferior a dois anos.

Do ponto de vista do risco empresarial, 49% das empresas apresentam risco médio e 40% risco baixo. As classificações de risco elevado e máximo representam, em conjunto, 11% do universo analisado, revelando um perfil de risco globalmente controlado.

Lisboa concentra 27% das empresas do setor, seguida do Porto, com 16%. Aveiro e Braga representam, cada um, 7%, enquanto Leiria concentra 6%. Os restantes distritos agregam 37% das empresas analisadas, demonstrando uma presença distribuída pelo território nacional.

Mais opções:

Notícias destacadas