Microempresas dominam o setor dos cosméticos, mas concentram apenas 11% da faturação

25 MARÇO 2026
Insight View
Iberinform
analise-setorial

Apesar de ser maioritariamente composto por microempresas, o setor depende fortemente de um número muito reduzido de grandes operadores, que concentram mais de metade da faturação.

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O setor do retalho de produtos cosméticos, segundo os dados mais recentes do Insight View, é dominado por microempresas, que representam cerca de 91% do total. Apesar disso, estas empresas contribuem apenas com 11% do volume de negócios. As pequenas empresas, que correspondem a 8% do setor, geram 18% da faturação. Já as médias empresas, embora representem apenas 1% do total, são responsáveis por 17% do volume de negócios. Por fim, as quatro grandes empresas concentram 54% da faturação, evidenciando uma diferença expressiva face aos restantes segmentos.

 


No que diz respeito à antiguidade das empresas, os dados do Insight View mostram que cerca de metade das organizações do setor têm entre dois e dez anos de atividade. As empresas com menos de um ano representam 14% do total, refletindo uma entrada contínua de novos operadores. Já as empresas com mais de 25 anos correspondem apenas a 11%. Esta distribuição evidencia um setor dinâmico, marcado tanto pela renovação como pela adaptação constante às exigências do mercado.

No que toca ao risco empresarial, 28% das empresas de produtos cosméticos apresentam um risco elevado de incumprimento. A distribuição é bastante equilibrada, com 45% das empresas classificadas com risco médio e os restantes 27% com risco baixo. Esta repartição revela um setor com níveis de risco diversificados, ainda que maioritariamente concentrado entre as categorias médio e elevado.

No plano geográfico, Lisboa e Porto mantêm-se como os principais polos do setor, concentrando 33% e 19% das empresas, respetivamente. O setor apresenta também uma distribuição relevante noutras regiões, nomeadamente Braga com 9%, Setúbal com 8% e Aveiro com 5%. Entre os cinco distritos líderes, Lisboa destaca-se por registar a maior deterioração do risco de crédito, com 27% das empresas a enfrentarem um risco elevado de incumprimento.

 

O aumento da taxa da exportação é paralelo ao aumento no volume de negócios

 

 

O volume de negócios do setor registou uma subida de cerca de 34 milhões de euros, o que corresponde a uma subida percentual de 4,6% neste indicador. No mesmo sentido, verificamos que a taxa de exportação aumenta em 3,3 pontos percentuais, o que pode significar que existe uma correlação entre o aumento neste indicador e o aumento no volume de negócios.

A análise das práticas de tesouraria evidencia um desfasamento significativo entre os prazos de recebimento e pagamento. As empresas de cosméticos recebem, em média, a 17 dias, enquanto pagam aos fornecedores a 95 dias. Ambos os indicadores registaram uma redução no último período económico, reforçando a necessidade de uma gestão de liquidez cuidadosa.

Num setor fortemente dominado por microempresas, crescimento moderado e risco diversificado, a monitorização contínua da informação financeira torna se essencial para garantir sustentabilidade e prevenir situações de incumprimento.

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